GOVERNANÇA DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS

QUAL O PAPEL DOS ÓRGÃOS GESTORES?

Autores

  • Alexsandra Matilde Resende Rosa Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Vera Lúcia de Miranda Guarda Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP
  • Sonaly Cristina Rezende Borges de Lima Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Palavras-chave:

Governança hídrica, Minas Gerais, Participação social, Políticas públicas

Resumo

Este estudo busca compreender o papel das instituições que integram o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SEGRH) na governança das águas, analisando as aproximações e distanciamentos entre as condutas das instituições e a legislação vigente. Adota-se a metodologia qualitativa, articulando-se a discussão dos resultados alcançados a partir de entrevistas individuais semiestruturadas, à revisão da literatura. Foram 39 entrevistados, representando o Instituto de Gestão de Águas de Minas Gerais (IGAM), a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMAD), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas e o Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais (CERH-MG). Os resultados revelam articulação entre os distintos órgãos estaduais responsáveis pela gestão e formulação de políticas públicas. Destaca-se as normativas e planejamento estratégico, integração das políticas ambientais e de recursos hídricos pela SEMAD; a função reguladora, técnica e operacional do IGAM; o caráter plural e deliberativo dos Comitês de Bacia; e a instância decisória e mediadora do CERH-MG. Essa estrutura, prevista na legislação, se confirma na prática. A análise também revela que embora o arranjo formal esteja bem delineado, há a necessidade contínua de fortalecer a interlocução entre esses atores, aprimorar a comunicação e garantir que os instrumentos jurídicos e normativos se traduzam em ações eficazes no território.

Biografia do Autor

Alexsandra Matilde Resende Rosa, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Doutora em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela UFMG.  Mestre em Sustentabilidade Socioeconômica Ambiental pela UFOP. Bacharel em Direito pela Universidade Presidente Antônio Carlos e em Psicologia pela UFSJ.  

Vera Lúcia de Miranda Guarda, Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP

Pós-doutora em Ciências Farmacêuticas pela Université Joseph Fourier – Grenoble I, França. Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Université de Grenoble I, França. Mestre em Ciências Farmacêuticas pela UFRGS. Professora titular do Departamento de Farmácia da UFOP. 

Sonaly Cristina Rezende Borges de Lima, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Professora titular do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG Graduação em Engenharia Civil pela UFMG. Mestrado pelo Programa de Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG. Doutorado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG. Pós-Doutorado no Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG.

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Publicado

2026-09-11

Como Citar

Rosa, A. M. R., Guarda, V. L. de M., & Lima, S. C. R. B. de. (2026). GOVERNANÇA DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS: QUAL O PAPEL DOS ÓRGÃOS GESTORES?. Revista Direitos Sociais E Políticas Públicas (UNIFAFIBE), 14(2), 286–310. Recuperado de https://ojs.unifafibe.com.br/revista/index.php/direitos-sociais-politicas-pub/article/view/1973

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