ENTRE LUTAS E INVISIBILIDADES
UMA ANÃLISE SOBRE OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELAS MULHERES BRASILEIRAS COM TRANSTORNOS MENTAIS E EM CONFLITO COM A LEI SEGUNDO OS DADOS DO SISDEPEN
Palavras-chave:
Luta Antimanicomial, Interseccionalidade, Gênero, InvisibilidadeResumo
A polÃtica antimanicomial, nos últimos anos, tem ganhado ainda mais força de debate, sobretudo no que tange ao Poder Judiciário. Isso porque o próprio decurso do tempo tornou necessária a rediscussão da temática para fins de mudanças e adequações no âmbito legal e nos respectivos estabelecimentos psiquiátricos. Urge, então, a necessidade de observar as particularidades e o grau de atenção ofertado à s mulheres que cumprem medidas de segurança, principalmente no que diz respeito à s evoluções legais, os entraves ainda enfrentados pelo gênero feminino nos hospitais mistos ao longo do Brasil e se tal grupo é atingido de forma mais severa pela invisibilidade. Sendo assim, o presente trabalho irá trazer a baila e se sustentar no feminismo interseccional e na criminologia feminista para fins de discussões e análises. A metodologia utilizada no presente trabalho combina o método dedutivo, abarcando a abordagem qualitativa, posto que não serão produzidos novos dados, mas sim analisados os dados objetivos já fornecidos pelo SISDEPEN, dentro do recorte temporal do 16º ciclo (jan/jun 2024), que sejam pertinentes ao tema. Referente ao tipo de pesquisa, tem-se o bibliográfico, documental e descritivo, enquanto na análise de conteúdo, será feita uma avaliação de maneira objetiva e sistemática, em que a técnica de coleta de dados se baseia em referências que já foram difundidas. Com o intuito de permitir uma maior interação do leitor com a parte teórica e de dados objetivos, buscou-se discutir a temática de maneira fluida, principalmente para fins de solidificar a importância que tantas camadas possuem na luta e enfrentamento das exclusões ainda pulsantes quando se trata de mulheres internas em hospitais psiquiátricos brasileiros de classificação mista. Concluiu-se, então, que apesar dos avanços normativos, ainda há muito no que se avançar, principalmente quando se fala em uma atuação conjunta e efetiva que englobe o Estado, a sociedade e a famÃlia da mulher internada em hospitais psiquiátricos, com o fim de promover mais dignidade e tratamentos que, de fato, sejam eficientes e humanos no tocante ao gênero feminino.
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